A incidência de nódulos da tireoide na população adulta é significativa e quando relacionamos esse fato com o aumento da expectativa de vida, o resultado é um: a cada dia novos casos de neoplasias da tireoide são diagnosticados.
O principal e mais importante passo para tratamento do câncer de tireoide é a realização da tireoidectomia, cirurgia realizada há mais de um século para a retirada de parte ou de toda a tireoide. Com o avanço da medicina moderna e as novas tecnologias associadas ao refinamento dos instrumentos cirúrgicos, conseguimos realizá-la com maior sucesso e baixíssimas taxas de complicações e intercorrências cirúrgicas.
Entre as novas técnicas e tecnologias aplicáveis na cirurgia da tireoide, destacam-se:
- Pinças seladoras – um tipo especial de bisturi elétrico que “coagula” e “corta” os vasos sanguíneos ao mesmo tempo, promovendo a diminuição no tempo da cirurgia, menor uso de fios cirúrgicos e menores incisões (cicatrizes), além de reduzir a utilização de drenos;
- Monitorização dos nervos laríngeos – auxiliam na localização, preservação e comprovação da manutenção da função dos nervos durante a cirurgia;
- Novos produtos hemostáticos (coagulantes) – asseguram uma menor taxa de sangramento pós-operatório, dispensando em grande parte dos casos, o uso de drenos.
- Radioablação (destruição dos nódulos com radiofrequência) e cirurgia transoral (por videocirurgia) – serão abordados em textos futuros e mais detalhadamente, mas são opções recentes e seguras para o tratamento de neoplasias da tireoide.
Apesar de todos os avanços tecnológicos que trazem mais segurança na realização da tireoidectomia, assim como qualquer cirurgia, a escolha do cirurgião e de uma boa equipe cirúrgica é o passo fundamental no sucesso do procedimento.
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